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Fases da Aquisição da Língua Escrita

  • DaianeRoza
  • 24 de jan. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de fev. de 2021



As crianças passam basicamente por 4 fases até chegar a alfabetização propriamente dita, este é um processo natural que a maioria das crianças deve passar, isso não significa que as crianças vão passar por todas as fases, porém o processo é ativo e as crianças podem transitar entre elas.


O papel do professor como intermediador desse processo é observar em qual fase a criança está e estimulá-la da melhor forma, para que avance para a próxima etapa.


Mas como fazer isso na prática?


Em primeiro lugar é necessário entender as características principais de cada etapa.

As fases têm como principal característica a seguinte formatação:

Pré-silábica: ainda há confusão entre letras, números e símbolos. A criança começa a entender que a escrita representa o som das palavras.

Hipótese Silábica: se divide em silábico sem valor sonoro e com valor sonoro, inicialmente a criança usa letras para representar as palavras, porém sem valor sonoro, em seguida começa a atribuir valor sonoro à escrita, ainda com uma letra para cada sílaba.


Silábico-alfabética: aqui já existe o valor sonoro consolidado e a criança começa a entender que as sílabas são formadas por mais de uma letra.


Hipótese Alfabética: a criança já tem noção da formação das sílabas e escreve conforme fala.


Como identificar em qual fase o aluno está?


A ferramenta de diagnóstico de Emília Ferreiro consiste em dar uma folha em branco para a criança, pedir que ela escreva seu nome, em seguida ditar palavras de um mesmo conjunto, porém com quantidade maior de sílabas, exemplo: camaleão, camelo, gato, rã. Finalmente ditar uma frase simples que envolva uma das palavras anteriores. De posse desse material a professora pode ver com clareza em qual fase seu aluno está e a partir daí começar o trabalho.

Algumas sugestões para o trabalho em cada fase:


Pré-silábica: atividades com o alfabeto móvel, encontrar em meio aos números e símbolos as letras do nome, por exemplo.

A partir de uma história as crianças podem escolher seus personagens favoritos, desenhar e em seguida montar a primeira sílaba do nome (aqui deve-se dar ênfase à consciência fonológica ).

Atividades de escrita espontânea são indispensáveis, a criança deve perceber quantos "pedaços" tem a palavra e tentar reproduzir.


Hipótese Silábica: o enfoque pode ser também no som das letras e sílabas. Escolher objetos na sala ou escola e montar o nome no caderno pode ser uma alternativa para fugir do xerox convencional. Trabalhar textos com rima e pedir que os alunos encontrem objetos que rimam.


Silábico-alfabética: Atividades de complete a palavra, a professora pode pensar em suportes diferentes, com ilustrações.

Atividades de contar as sílabas das palavras.

Fazer a criança ler o que escreveu em voz alta.

Ajudá-la a codificar no papel os sons que está percebendo nas sílabas.

Hipótese Alfabética: Após alguma produção contextualizada dos alunos, fazer a leitura apontando cada sílaba, pode ser escolhida alguma produção para ser feita a correção com toda a turma. Enfocar na pronúncia correta.

Utilizar muito técnicas de consciência fonológica irá facilitar o processo!

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