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Memórias

  • DaianeRoza
  • 30 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de fev. de 2020

Existem diferentes tipos de memórias nesse artigo vou comentar um pouco meu entendimento e as observações do livro "Neurociência e Educação - Como o Cérebro Aprende" de Cosenza. Ótimo livro por sinal!


Memória de Trabalho


É importante entendermos o funcionamento da memória para podermos utilizar algumas estratégias em sala de aula ou em casa como forma de ajudar nos estudos das crianças, seja para apoiar em alguma defasagem que o aluno apresente, seja para potencializar a compreensão e armazenamento da informação.


Como já se sabe o sistema de ensino vigente preza mais pelo decorar do que o realmente aprender. Quando temos a compreensão de que para uma formação integral é necessário mais do que decorar e sim compreender, podemos utilizar a percepção das diferentes memórias como um fator aliado no desenvolvimento do trabalho educacional.

Portanto vamos entender um pouco mais os diferentes tipos de memória:


Memória explicita: aquela que pode ser lembrada conscientemente.


Memória implícita: como o próprio nome já diz lembrada quando não temos consciência.


Dentro da memória explicita existem aquelas de curta e longa duração. Dentre as de curta duração vamos destacar aqui a memória de trabalho.


Também conhecida como memória operacional, é responsável por armazenar as informações por um tempo e criar condições para que sejam conservadas de forma permanente. Tal memória é o que possibilita realizarmos tarefas do dia a dia. É utilizada para a resolução de problemas, raciocínio e compreensão.


O primeiro contato com a informação é processado por meio da memória sensorial, se a informação for tida como relevante ela permanece e por meio de um sistema de repetição entra na chamada memória de trabalho, que poderá armazenar a informação por horas ou até dias.


A maneira que essa memória pode ser armazenada por mais tempo está ligada ao fato de se fazer associações com o que está sendo apreendido. Aqui já podemos pensar em Paulo Freire que falava sobre considerar a realidade dos alunos, isso com certeza ativa a memória de trabalho para um armazenamento permanente.


Quando o aluno não consegue se concentrar ou acaba esquecendo as informações muito rapidamente, pode ser um sinal de que a sua memória operacional está cheia e é necessário fazer intervalos para “limpá-la”, nesse sentido é necessário ter em mente que a aprendizagem definitiva acontecerá com a formação de novas associações, o que requer esforço, tempo e condições ambientais oportunas.


Para a sala de aula sempre antes de iniciar uma atividade faça esses pequenos intervalos que podem ser com: técnicas de respiração, alongamento, leitura de leite, charadas, etc.


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