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Brincar

  • DaianeRoza
  • 28 de out. de 2019
  • 3 min de leitura

Atualizado: 28 de jan. de 2020






O Brincar na Educação Infantil


Entre as expectativas de aprendizagem dispostas na Base Nacional Comum Curricular encontra-se a necessidade de se formar uma criança pesquisadora, autônoma, questionadora que tenha espaço no ambiente escolar como um sujeito de direitos. Um fator primordial para se alcançar essa expectativa é a valorização do tempo de ser criança, para tanto é necessário um olhar para o papel do brincar no desenvolvimento de tais capacidades. Muitas pesquisas apontam para a relevância do brincar no desenvolvimento da criança, esse ato pode estimular a autonomia, a criatividade, a socialização e ajudar no processo de alfabetização entre outros benefícios. Vamos conferir a seguir uma reflexão sobre cada um desses pontos, sem a pretensão de esgotarmos o tema.


Desenvolvendo a Autonomia


A brincadeira cria espaço de tomada de decisão e incorporação de papéis, pois o faz de conta coloca a criança em situações do cotidiano, porém em papéis diferentes, no faz de conta a criança pode ser um pai ou um professor. Isso possibilita a criança a desenvolver situações de independência ainda que na ficção, mas que irão auxiliá-la para a vivência real do seu dia a dia.


Criança que Brinca é mais Criativa


A criatividade é instigada pelo incrível universo que a criança pode mergulhar por meio da brincadeira usando a imaginação, em um minuto ela pode ser um tigre e no outro um astronauta. A criança que tem liberdade para brincar acaba tornando-se mais criativa e desenvolve a capacidade imaginativa com mais intensidade do que aquela que é tolhida desse direito. O texto do Referencial Curricular do Paraná - RCPR que fala sobre interações e brincadeiras diz: “Muitas brincadeiras são manifestações culturais e artísticas próprias da infância e permitem a expressão da liberdade e da ludicidade” e é por meio dessas expressões que a criança desenvolve a sua capacidade criativa.


Brincadeira é Coisa Séria


Estudos ligados a psicologia, antropologia, história e linguagem demonstram que por meio de um espaço de reflexão coletiva e mediação, a brincadeira tem um papel relevante no desenvolvimrnto das potencialdades das crianças. E o brincar como ator principal desse processo ajuda na promoção da humanização dos indivíduos por meio de práticas sociais. As transformações da ação provenientes do início da socialização não têm importância apenas para a inteligência e para o pensamento, mas repercutem também profundamente na vida afetiva. Ainda o texto do RCPR diz “A brincadeira é uma forma de interação e também promotora do desenvolvimento. É preciso considerar que ao brincar a criança explora objetos, aprende sobre diferentes funções sociais da cultura e desenvolve o controle de conduta” ao fazermos uma análise dos textos da política educacional vigente, podemos perceber que a relevância do brincar está disposta de forma prioritária nos documentos até mesmo como um direito de aprendizagem.


A alfabetização


Em relação a alfabetização a criança começa a ter noção do seu corpo por meio da brincadeira, partindo de um todo para as partes, brincando a criança começa a dissociar membros inferiores e superiores, o que irá auxiliar no processo de perceber-se no espaço. Brincadeiras que imitar os passos dos animais, por exemplo, dão à criança noções de força e freio, as quais são essenciais para o desenvolvimento da escrita em linhas do caderno. Quando a criança é privada de brincar livremente, podemos comparar seu processo de alfabetização como um elefante pegando em um pequeno lápis e tentando escrever num espaço tão pequeno como as linhas do caderno, seria com certeza uma tarefa árdua, por isso é de extrema importância que a criança tenha noção de seu corpo para conseguir desenvolver sua escrita com naturalidade.


É essencial o conhecimento de que o ato de brincar não é um passa tempo dentro da educação infantil, infelizmente esse é o entendimento que prevalece no meio docente. Quando pesquisamos a importância do brincar, temos argumentos para rebater um pensamento tradicionalista e desmistificar o brincar. Por meio de pesquisa e estudos podemos demonstrar com argumentos e com a prática que essa atividade contribui amplamente no desenvolvimento da criança. Pensar e valorizar o brincar faz parte da formação integral mencionada na LDB e adotada nos documentos curriculares vigentes.


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